Não tem uma conclusão. Nunca teve sequer um sentido, lembranças que se borram numa lente imprecisa, é devastador observar as fotos e os amores que murcharam no jardim que eu não queria regar, aceito essa culpa, porém, não posso aceitar que nenhuma raíz conseguiu se manter viva num daqueles vasos. Eram prisões mentais e desejos de uma moça perdida. Camille escrevia tantos poemas que não deveria ter apagado, aquele espaço era sagrado, mórbido, mas, ainda assim tremendamente sagrado. O primeiro amor é tão frágil, lembro do telefonema, do selinho breve e do sorriso dela, até hoje consigo sentir a mesma emoção, não tive sorte no amor, mas, amei com fervor. Gostar de mulheres numa família conservadora é doloroso, tudo gera ansiedade, a porta do armário nunca parece fechada totalmente, tem as frestas que mostram muito mais do que deveriam mostrar. Não sei se era amor ou uma paixão da juventude, nunca sei definir o limite entre paixão e amor, sinceramente, penso que poderia ser uma obses...