A contra cultura é como a maresia ao reverso.
Casais e suas pequenas falhas cotidianas, mentiras e segredos sujos. Aqueles olhares e sorrisos que escondem a feiura do desejo.
Virgínia sempre esperava que o perfil de Marcos surgisse na tela do seu celular, já o galã nunca sentiria a mesma ansiedade pela moça. Ele era muito bem casado, só precisava sair da rotina.
Excluir era a resposta. Bloquear. Esquecer.
Marcos só desejava uns minutinhos de aventura num motel barato e a menina, ingênua, doce e carente desejava que ele viesse com flores e um pedido sincero de namoro.
Ela sabia que ele era casado, ela se enganava acreditando no amor que de fato nunca iria surgir, Virgínia não merecia viver essa história de ilusões e delírios.
Marcos fingia que ela era muito melhor do que a esposa corna, mas, era tudo um teatrinho que ele criava para satisfazer seus caprichos. Gozar sem receios da jovem amante e manter a esposa do romance perfeito.
Quando a pobre Virgínia teria o sonho de ser a protagonista nesse romance delineado pelo destino tortuoso da carência que transparecia no seu olhar?
"Um sonho breve."
Sonhar com o amor perfeito e a vida amorosa sem lastros de traumas era o sonho de Virgínia, pobrezinha, uma vítima das circunstâncias.
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