É um desejo e um sonho antigo. Sempre o mesmo pensamento e a mesma vontade, aquele desejo que parecia tão distante. Olho para o passado, um filme passa na tela mental, é meio doloroso, mas, aprendi várias lições. Encontrei fantasmas e encontrei grandes amigos, encontrei o meu próprio espírito que havia se fragmentado e espalhava os cacos por universos diversos. Queria encontrar a minha própria Voz no meio dos ecos, é extremamente difícil sobreviver aos pensamentos de ser uma sombra observando no mundo dos mortos. Lá fora chove e esse barulho da chuva me acalma, o cheiro da chuva e o sabor do som das gotas caindo na Terra, quero explicar o poder da tempestade para um cérebro barulhento. É sobre a Prosa, eu sonho com esse livro de capa dura e letras douradas, não uma capa vermelha extravagante, talvez um tom mais voltado para o barro ancestral, talvez um verde escuro musgo, eu penso na capa sem figuras, atualmente o que chama atenção não me dá tesão, eu cresci cheirando e tocando em...
A vertigem da escrita.