Caro D.E.F (Distinto Estranho Familiar)
Para V
Quando nos conhecemos, você consegue recordar?
Era noite, ou era uma fria madrugada, não sei se era dia, poderia ser numa tarde de sexta-feira. Você era bem peculiar, e era esquisita a nossa forma de conversar.
Será que você consegue se lembrar?
A minha memória já se apagou completamente, caro amigo. Não tenho nenhum registro, não guardei nenhum fragmento destas belas e alucinantes memórias.
Certamente foram episódios divertidos e recheados de confusão mental, risadas e palavras desnecessárias.
Agora, neste instante, você consegue voltar no tempo e visualizar tudo nitidamente como aconteceu, querido amigo distintamente estranho ao ponto de ser certamente familiar?
Escrevi faz longos anos, era 2016, nunca mais tive notícias, DEF... ele me ensinou coisas nos olhares e risadas, lembro da voz, artista e músico excelente, esquisito demais, inteligente demais, interessante demais, o carinho tão evidente, a loucura confortável.
Uma pessoa sobrenatural, poesia também existe num amor amigo que gera sementes no pensamento, DEF, sinto saudades.
A vida é tão breve, querido amigo, V.
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