Sempre te dediquei poemas azuis e meu amor cinzento que se desbotava, enquanto, febril e louca me iludia numa obsessão silenciosa, o nosso amor morreu.
Viramos grandes amigas e tua companhia era o meu mar de felicidade por anos de juventude e experiências amalucadas, a melhor companhia numa viagem pela estrada e a melhor amizade que o céu e a terra já me proporcionou.
Confesso que chorei por vários meses, também me senti muito culpada e tola. Sinceramente eu sofri em silêncio e sentindo que merecia mesmo o frio e a distância, sentindo essa saudade azul e cinza.
No silêncio guardei as minhas dores e paranóias, no silêncio escondi toda a tristeza da falta e dos fragmentos de lembranças, no silêncio eu continuo desejando não perder a amiga querida que eu tanto amei com todos os tons de azul.
A minha alma sente essa saudade azul e cinza todos os dias e todas as noites, essa sensação de perder uma parte importante do Coração e viver num corpo meio desconfortável e desconectado do mundo.
Eu não sei o que dizer, preferi que o silêncio me sufocasse no esquecimento como boa pessimista, sofrer em silêncio é uma droga viciante e horrível.
Para a minha amiga azulada eu desejei o arco-íris e rajadas de sol curativas, enquanto me enfiei numa cova rasa e me auto mutilei com pensamentos intrusivos diariamente. Hoje eu só queria te dizer que não desejo nada além da leveza daquele nosso momento mais feliz, rindo numa estrada escura, observando meteoros e estrelas cadentes.
Eu sinto essa saudade azul e cinza constantemente.
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