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Mostrando postagens de 2013

As texturas de novembro

C hegou novembro e ela ficou pintada no meu coração, dei-lhe os relógios do sol e esperei as gotas da chuva, mas, a incerteza dela cravou uma estaca na minha alma e sorrindo eu acenei para o vento leva-la em segurança a caverna dos meus devaneios infinitos. A incerteza dela envenenou a minha nostalgia e perdida eu fiquei na escuridão observando o fim de mais um ilusório dia. As estrelas brilhavam e os pássaros me observando agonizar na solidão disseram as nuvens cinzentas para que a chuva continuasse até o raiar do dia, enquanto chovia em meu corpo frio e sem vida, eu via o amanhecer do fim de um ciclo e a doçura do passado transformou-se em alucinação. Ela voltou em outubro e abraçou a minha solidão, mas, em novembro a dor matou a certeza que restava no meu coração, os nossos melhores sentimentos serão lembranças eternas. O amor que eu senti por ela não poderá morrer, o amor que eu senti por ela nunca chegará a fenecer, mas, o que ela sente por mim não parece ser suficie...

Aspas sem reticências

P rocurando por fantasias na manhã de um fim de ano aparentemente insólito, a distorcida cor da alegria vai se transformando em minúsculas gotas de violeta que se espalham na folha de um papel tracejado nas arestas, na base e no final - pela tinta nanquim oriental. Quando o soprar de uma rajada de vento faz as folhas do livro da vida caírem no solo lamacento da terra ancestral, brotam do chão as pequenas raízes esverdeadas. Crescem ligeiras as plantinhas delicadas e expõem a flor ao clima tropical. A fragilidade é exposta em sua profundidade banal na brancura plácida de um crisântemo perfumado com lavanda e jasmim. Flores no jardim de algum poeta sem amor - são flores que acalentam a tristeza do solitário poeta que ora por: Vinho e poesia; versos e chuva; amor e alegria; serenidade e magia. O poeta dança quando chove, ri quando todos falam da morte e esquece-se das oras olhando para as cores do Universo. Aspas que se mesclam aos raios do sol, aspas sem reticências ...

Fragmentando pensamentos

Quando se pensa em escrever na folha branca com linhas retas e pretas os rascunhos de um poema, a inspiração simplesmente some, e olhar para as linhas da folha de papel é como olhar para o vazio de um imenso buraco negro, as linhas finas e certeiras parecem metáforas retas de algo que não pode ser descrito em palavras. A caneta escorrega dos dedos e cai silenciosa na mesa de madeira velha, o silêncio ensurdece os espaços fragmentados da mente dormente, enquanto o papel sussurra as suas risadas para o nada. O papel sussurra as suas risadas para o grandioso nada, nesse meio tempo fosco a caneta quebrada no centro da mesa choraminga lamentos por não ser amada, a tinta azul-marinho da infeliz caneta vai escorrendo e manchando a toalha florida que cobre a velha e desgastada mesa de madeira. A mancha azul-marinho no centro da toalha de mesa florida e suja vai se espalhando na forma de uma frágil folha torta, uma folha que parece não ter linhas nem contorno. Ao contornar a mesa n...

Qual a emoção?

Q uando o silêncio vira o ecoar do barulho de um ventilador de teto, quando a cor azulada das paredes começa a se embaçar na visão, quando parece que o passado voltou a ser presente. Quando a tristeza simplesmente cola na mente. Qual a emoção? Quando a dor transborda em versos, o amor transborda em fragmentos de poemas malfadados e convexos. Quando parece que a sensação de desilusão embaça a alegria e a vontade de sorrir. Quando o sentir vira algo além da imaginação, quando o vazio no coração aparentar desgastar a dor. Qual a sensação? Quando observar a claridade do dia ofusca a sensação de alegria e satisfação, quando o receio transparece no semblante sereno dos dias chuvosos. A expressão de solidão se faz perceptível quando se fixa o olhar na esquina de algum lugar esquecido pelo tempo. O tempo e as sensações. O tempo e a emoção. O tempo correndo, correndo e modificando as particularidades do meio, por fim, qual a finalidade do tempo?

Amor cão

Nesse mundo cão Existe amor cão Amor de cão Nesse nosso mundo cão O meu cão me ama E eu amo o meu cão Nesse mundo cão Quem amo não sabe Isso é pior do que não ter cão Amor cão é sincero Não pede nada além de afago Amor cão não fala só mostra a patinha Ele olha e lambe minha mão Amor devia ser todo dia amor cão Amor devia ser todo dia assim sem razão