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Mostrando postagens de setembro, 2026

Letargia Provisória

  A lentidão das horas numa embriaguez  de pensamentos  Escrito na parede com letras verdes um verso qualquer  Odeio a simetria que correu das rimas e contou uma crônica: Era setembro e não chovia, estava observando a parede uma senhora, sem chorar ou rir, apenas olhando para o nada.  Encontrou aquelas frases e se perdeu dentro da mente, leu, releu, nunca mais esqueceu. "O primeiro pecador sofreu". "O segundo pecador morreu". "O terceiro pecador sou EU".

Delírio sem remédio

  As mensagens e as desculpas que não retratam horas e caminhos, não é um conto sobre a paixão envolvente que chega tão tarde, era carinho e delírio. Essa voz grave, essa voz rouca, essa voz que a imaginação criou para amarrar as lacunas, olhos cansados dessa mesmice que corrói a mente, não é um conto clichê sobre o primeiro amor. São impulsos e frases numa rede  virtual para afagar essa carência que transborda, impulsos de um cérebro exausto.  Era um novo delírio, virou um flerte e uma rejeição, não era sobre paixão ou sobre permanecer numa ilusão tão frágil, era uma boa escolha de palavras e o sentimento que nunca foi dito. Ele me rejeitou falando que se apaixonou e recebeu pequenas doses de lembranças dolorosas, sei que fui a algoz de vários sentimentos que mantive na caixa de cartas para esquecer de minha própria infelicidade.  Perdi as cartas, rasguei os papéis, cortei todas as pequenas formas de amor num delírio silencioso. Auto sabotagem é parte dessa jornada,...