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sem amarras da normalidade

 Mania e insônia são duas coisas que geram caos.

Essa é a rebelião do cérebro neuro diverso, o requinte de caos e a falta de energia, todos os lapsos dissociativos num contexto singular. Penso sobre a IA e a criatividade humana, penso nas lacunas e insisto em não pensar na dor de cabeça que me gera insônia.

Ainda não recebi a informação do título, os fantasmas gostam de transformar essas conexões em lições, eu gosto de dormir. Temos uma luta sem vencedor, apatia e dores no receptor, sei que não recebo as mensagens quando não quero escutar, mas, é torturante permanecer numa mesma sintonia com os mortos e os inumanos.

Não sei muito sobre o futuro e nem quero voltar ao passado, não quero sair do útero e crescer nesse mundo terrível. Acredito que a vida é por si mesma uma maldição que gera transformação. Sempre ecoa no cérebro aquele som devastador, deveria ser somente um único pesadelo breve, odeio saber que os anos passam e a mesma história se repete nesse ciclo assustador, deveria ter um final.

Escrever sobre a morte e a loucura não é fácil.

Aquela sombra gosta de falar das suas novas amizades e detesta o barulho dos vivos, eu gosto de dormir, sempre prefiro evitar uma vida barulhenta, o silêncio também é uma prisão. As grades enferrujadas do silêncio não se quebram com a facilidade que as correntes da violência e do barulho na rotina conseguem ruir.

Eu não quero ser uma zumbi, não me sinto uma morta viva, só odeio a rotina de viver sempre no ritmo que parece uma montanha russa. Eu detesto essas pessoas que correm para sentir a dopamina no máximo, eu prefiro dormir.

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