Não é uma crônica sobre a vida correta.
Beirando o abismo entre madrugadas insones, ter um pingo de lucidez é raro. Não é uma simples historinha fabulosa, talvez nem leve sentindo para os ignorantes. Apenas reacende aquela fagulha que parecia nunca mais gerar fogo, existe um típico conforto em viver por impulso, falar sem entender o que saí da boca, olhar para o imenso vazio da juventude.
Aquele papo de segurança na ignorância, escolher numa loja um cérebro novo, trocar de personagem e assumir que a vida é um jogo. A falsidade de um conceito insensato, não é a melhor escolha, não leva ao entendimento de qualquer certeza. Só gera mofo no sistema nervoso, a queda de um penhasco que esconde milhares de zumbis.
Andar no Reino dos insensatos parece confortável e prazeroso nas primeiras horas, após os meses e anos a sensação de tragédia causa angústia e desespero. Não existe conforto nessa areia movediça que se mescla com a floresta dos desejos torpes, esqueça da filosofia metafísica e da ideologia do bom samaritano, a lama te puxa sem qualquer alarde, sugando os melhores pensamentos e as lembranças felizes.
Parece ser uma análise rasa do ser humano ignorante, a busca da profundidade no lodo das intenções impensadas, fantasia infantil.
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