não era sobre o vinho barato
aqueles bares insalubres
teu rosto encostado
no meu ombro
o toque suave dos teus dedos
segurando a minha mão
a sensação familiar
do nosso passado
quero outra dose
várias garrafas
a saudade no copo
meu coração vazio
uma nova dose
as cadeiras vermelhas
cerveja espumando na mesa
teu coração estilhaçado
uma saudade irritante
bebida quente num copo
o beijo amargo do adeus
a última dose do teu afago
querer comprar outras horas
um dia só daquela certeza
deitar olhando o céu
observar teus olhos
voltar no tempo
correr e segurar a tua mão
o único abraço que trazia paz
a tua voz que eu não esqueço
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