Pular para o conteúdo principal

Teria da consPIRAÇÃ0

Rolando pela cybernet, – o mundo cibernético é o Caos milimetricamente calculado, – embora eu não tenha um grandioso diploma de Cientista da Computação, o caso notório de que desde a fase infantil tive facilidade com PCs... vou pular o início e gerar esse plot Twist de que ainda criança encontrei o computador do meu irmão lacrado nas caixas, por pura curiosidade fui abrindo, sozinha, provavelmente 8 anos de idade, sem ler nenhum manual.

Simplesmente liguei os cabos nos conectores certos, juntei cada parte do Hardware do micro computador e montei perfeitamente, na escola fundamental me chamavam de gênio, na minha visão era só pura curiosidade infantil.

Computador completo e com um botão vermelho escrito Power, liguei e comecei a mexer em tudo, era o melhor brinquedo e a distração mais completa. 

A criança curiosa encontrando o hiperfoco perfeito, agora pulando pra era digital: essa terceira guerra já começou com ar de guerra fria mal delimitada, parece fantasia trans-vestida de Salvação por lideres fajutos, não sou um gênio, apenas tenho sinapses que se preenchem com pequenas ramificações.

A teoria da conspiração é uma construção do entendimento delimitado, existe uma neblina e existe uma onda magnética pulsando no inconsciente coletivo, claramente é pura ficção.

Só que a geração Z compra a literalidade dessa creep pasta e gera um grande tsunami no cyber-espaço, agora as camadas das cebolas vão se descascar.

Note as pequenas premissas e a subversão nos códigos de programação, quase ninguém repara esses sinais, o povo gosta de comer as publicações e gerar audiência. As pequenas doses de dopamina na tela de todos os celulares e músicas alegres para disfarçar.

Eu não sou um gênio dessa geração, hiper ventilo observando o Windows media player tocar uma nova versão remixada de uma grande banda europeia, aqueles instrumentais alucinantes. As crianças num vídeo clipe eletrizante que causa uma dose certa de Extasy, luzes cegando as jovens almas rebeldes.

Era só uma mentira bonita escrita na tela do computador, era só uma mentira, era sobre o Caos da internet, as máquinas e robôs que dominam essa Matrix, é só uma mentira bem escrita num prompt de comando. Tela azul, travamentos em série, compra aqui o antivírus da marca mais famosa, essa pequena soma de moedas no mundo das teorias.

As crianças que nascem e você coloca na frente da Smartv e diz: — Olha que desenho legal, não chora, escuta essa musiquinha fofa por uns 30 minutinhos. 

São só 30 minutinhos! O cérebro não vai atrofiar num tempo tão curtinho, são somente minutos de paz. A teoria da conspiração já nasce com enredo e bombas nucleares explodindo. A explosão é o auge da loucura humana, demasiado humana. 

— Que outro animal nesse planeta criou bombas atômicas?

Cientificamente falando: eu sou um gênio com altas habilidades de observação, sei filosofar e até falar várias palavras em alemão, sei sobre as galáxias e entendo que não se deve rasgar dinheiro. Só os imbecis rasgam dinheiro, a coisa mais preciosa do animal homem é a inteligência e a capacidade de inventar o dinheiro, bancos, indústrias, empresas, sociedades e usinas nucleares.

Essa overdose de teorias de conspiração só servem para causar pânico na população, pessoas sensatas vão agradecer a Deus (Onisciente) pela dádiva de cada segundo, a vida que respira e nasce nessa massa de manipulações discretas, alegrias e belezas da Verdade divina que exaltam a ingenuidade e a pureza do espírito humano, humano demasiado humano, essa criatura tão inteligente e destrutiva.


Comentários

  1. Sabe o que é bacana? Em como o tempo flui no texto, o tempo da criança de ontem para a criação de hoje.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A saudade azul e cinza

Sempre te dediquei poemas azuis e meu amor cinzento que se desbotava, enquanto, febril e louca me iludia numa obsessão silenciosa, o nosso amor morreu.  Viramos grandes amigas e tua companhia era o meu mar de felicidade por anos de juventude e experiências amalucadas, a melhor companhia numa viagem pela estrada e a melhor amizade que o céu e a terra já me proporcionou. Confesso que chorei por vários meses, também me senti muito culpada e tola. Sinceramente eu sofri em silêncio e sentindo que merecia mesmo o frio e a distância, sentindo essa saudade azul e cinza. No silêncio guardei as minhas dores e paranóias, no silêncio escondi toda a tristeza da falta e dos fragmentos de lembranças, no silêncio eu continuo desejando não perder a amiga querida que eu tanto amei com todos os tons de azul. A minha alma sente essa saudade azul e cinza todos os dias e todas as noites, essa sensação de perder uma parte importante do Coração e viver num corpo meio desconfortável e desconectado do mundo...

Aspas sem reticências

P rocurando por fantasias na manhã de um fim de ano aparentemente insólito, a distorcida cor da alegria vai se transformando em minúsculas gotas de violeta que se espalham na folha de um papel tracejado nas arestas, na base e no final - pela tinta nanquim oriental. Quando o soprar de uma rajada de vento faz as folhas do livro da vida caírem no solo lamacento da terra ancestral, brotam do chão as pequenas raízes esverdeadas. Crescem ligeiras as plantinhas delicadas e expõem a flor ao clima tropical. A fragilidade é exposta em sua profundidade banal na brancura plácida de um crisântemo perfumado com lavanda e jasmim. Flores no jardim de algum poeta sem amor - são flores que acalentam a tristeza do solitário poeta que ora por: Vinho e poesia; versos e chuva; amor e alegria; serenidade e magia. O poeta dança quando chove, ri quando todos falam da morte e esquece-se das oras olhando para as cores do Universo. Aspas que se mesclam aos raios do sol, aspas sem reticências ...

Fantasma

 Pensei num conto, não um clichê das anedotas mais comuns. O que pensei tinha uma coesão e o personagem bem pautado, era uma história com base fictícia, e tons da realidade. O ser que sempre aparecia no telhado após o relógio marcar 23h45 e no auge da madrugada ele ficava ao lado da cama. Experiência angustiante de várias lembranças, aquele homem invisível tentando me enforcar, a sensação vivida das mãos apertando o meu pescoço e ninguém ali. Eu escutava o seu grosseiro linguajar, tremendo, todas as suas palavras de escárnio e perversa intenção, um assassino vulgar. No início não rezei, não falei sequer um "ah", apenas fiquei olhando pro vazio e tentando compreender aquela situação tenebrosa. Após os meses e os anos, não cheguei a rezar, mas, pedi intercessão divina, gesticulando que não merecia aquele visitante. As vezes ele ia embora mais cedo, outras vezes ficava rindo e insinuando que eu era uma criatura desprovida de sorte. Até que simplesmente me acostumei e passei a te...