Aquela mulher gritava para se fazer de vítima, existe um tipo singular de mãe e existe uma realidade que é guardada nessas lápides de lajotas e mármore.
Os cemitérios tem respostas e segredos, aqueles túmulos contam fatos e levam retratos que se apagam com o calor e a chuva, são zonas no mundo de meditações e sabedoria silenciosa, muitas vezes é um grito que ensurdece no espírito.
Dessa realidade levamos verdades e dilemas, pensar no outro lado era entre turbilhão de emoções e a placidez da finalização de alguma jornada, esse nome gera sempre uma metáfora que faísca no pensamento, encontrar a jornada faz parte da jornada, essa estrada é o começo da jornada, tem várias bifurcações e ainda assim existe a falácia pomposa que é tudo sobre a jornada.
Os anos voam. Escolher qual caminho e qual decisão tem um eco, a percepção que fica é de que alguém teve que inventar essa palavra para criar uma ilusão bonita que satisfaça a nossa angústia.
Escrever sobre chaves e portas, escrever sobre loucura e abismo e não querer citar aquele papo de Freud sobre mães e os traumas, esqueci o controle dessa sentença. A mãe que traumatiza e machuca a criança para satisfazer sua perserva satisfação de ser o centro do mundo daquele ser, estamos nascendo numa roleta russa, o útero também se acopla num corpo de mulheres cruéis, talvez seja equilíbrio ou umas excessões para que a balança da maldade tenha régua e não pese somente pro masculino.
Essa porta entre aberta causa feridas e causa enlouquecimento, quem cuida da criança que virou adulta e vive numa lacuna de cicatrizes e automutilação?
A porta não deveria ficar entre aberta quando o monstro mora na mesma casa.
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