Não é que o título faça sentido, mas, é a pista perfeita. Aquele pequeno sinal, primeiro o barulho na porta, os chamados e a presença. Ficou pesado o clima dentro da casa, a porta abriu e a janela simplesmente se fechou sozinha. Assustador! No outro lado do mundo o número quatro da azar, fala sobre a morte, é um grande sinal de problemas, aqui nos temos o número treze, a sexta-feira, essas simplórias ressonâncias com dizeres antigos. Ainda lembro do olho na parede, o breu daquela noite, estava completamente escuro no quarto e a TV começa a transmissão de um canal que só passava chuvisco e um som gutural difícil de escutar. Saí do quarto para desligar a TV, não estava ligada na tomada, senti o coração acelerar. A voz dentro do aparelho televisor ficou mais nítida, deu pra entender uma frase apenas. — Se você dormir eu vou te matar, vadia. Era uma voz masculina, o corpo todo ficou gelado, respirando muito rápido arrastei os pés para longe dali, próximo do banheiro surgiu o rosto hor...
Não é um conto comum, é uma história ancestral. Os fios movem o Destino e aquela tapeçaria se constrói com as mãos das Tecelãs. Eram três as senhoras tecendo aquele grande emaranhado de fios, um tear feito do puro ouro, madeira rica e lustrosa, uns fios de prata se destacavam no grande cesto de fios. A primeira mulher observava as outras com extrema rigidez. — Nenhum fio pode acabar antes do tempo. As outras duas assentindo com zelo. Talvez a primeira fosse a mais antiga delas, se é que não eram todas do mesmo tempo. Esse limiar partia de limitações, certamente eram irmãs. A terceira gritou assustada. — Sumiu, sumiu, meu precioso fio sumiu! E a segunda zombou. — Tinha que ser teu descuido a nossa ruína. Ao que a primeira rangendo os dentes. — Não parem de tecer os fios, depois de terminar essa volta procuramos o teu fio, irmã, agora é hora de tecer. As três imersas num canto muito fantasmagórico seguiram no trabalho de suas vidas. Esqueceu-se completamente do fio a terceira irmã,...