Era um indígena com uma presença impactante, ele tinha aquela intenção de causar um susto, silencioso, enorme, estava conectado ao grande tajá roxo no quintal, eu sempre que passava perto da planta via o vulto do espírito imponente. Falei dele para duas pessoas distintas, nunca falei nada para minha mãe, ela um dia disse que viu e descreveu exatamente da mesma forma, observei aquilo com curiosidade no início, depois comecei a olhar para ele e questionar: "O que você faz aqui no quintal da 'minha casa', não deveria ir pra outro lugar?" Ele não me respondeu, olhou para minha direita de forma fria e depois voltou a ficar na posição de guarda costas de alguém ou alguma coisa, isso me irritava, a curiosidade e a reação do espírito. "O que você guarda aí?" Ele não respondeu novamente. Mexeu os braços em forma de indiferença total, e isso me espantou, geralmente os espíritos vinham puxar papo comigo, e eu que evitava entrar nas conversas, aquele indígena não queri...
Não é sobre o hoje, faz uns dias, talvez faça anos, podem ser apenas semanas, a mente distorce e a pressão registra aquele impulso feroz de causar uma explosão na rachadura. É sempre uma questão de seguir decisões que colapsam e geram tempestade no caos de dias mortos, não é poético. Parece uma febre, aquele súbito desejo de arriscar todas as fichas, um jogo sem sorte, uma resposta do cérebro que necessita de uma loucura nova para cumprir seu papel. Tem as mensagens e as fotos, tem cada nota de informação, a foto do perfil aparece, digitar no automático, esperar uma resposta breve. Reunião de uma conversa muito séria e decisões que deveriam ser ditas num simples e-mail e o final, a saída do fundo do abísmo e a volta por cima, tudo pretexto para encontrar uma fuga perfeita. Aquela missão de escutar a Voz da sabedoria e ir na direção do algoz, aquele homem não ama a esposa, não ama a amante, não ama o futuro filho no ventre da esposa, não ama sequer os gatos que cercam a sua casa d...