Aquela mulher gritava para se fazer de vítima, existe um tipo singular de mãe e existe uma realidade que é guardada nessas lápides de lajotas e mármore. Os cemitérios tem respostas e segredos, aqueles túmulos contam fatos e levam retratos que se apagam com o calor e a chuva, são zonas no mundo de meditações e sabedoria silenciosa, muitas vezes é um grito que ensurdece no espírito. Dessa realidade levamos verdades e dilemas, pensar no outro lado era entre turbilhão de emoções e a placidez da finalização de alguma jornada, esse nome gera sempre uma metáfora que faísca no pensamento, encontrar a jornada faz parte da jornada, essa estrada é o começo da jornada, tem várias bifurcações e ainda assim existe a falácia pomposa que é tudo sobre a jornada. Os anos voam. Escolher qual caminho e qual decisão tem um eco, a percepção que fica é de que alguém teve que inventar essa palavra para criar uma ilusão bonita que satisfaça a nossa angústia. Escrever sobre chaves e portas, escrever...
A lentidão das horas numa embriaguez de pensamentos Escrito na parede com letras verdes um verso qualquer Odeio a simetria que correu das rimas e contou uma crônica: Era setembro e não chovia, estava observando a parede uma senhora, sem chorar ou rir, apenas olhando para o nada. Encontrou aquelas frases e se perdeu dentro da mente, leu, releu, nunca mais esqueceu. "O primeiro pecador sofreu". "O segundo pecador morreu". "O terceiro pecador sou EU".