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Poesia

A Poesia cola na alma. A Poesia expande a calma. A Poesia revela a loucura da alma? A Poesia me enche de calma. A Poesia controla minha alma. A Poesia satisfaz o meu ser.

Sementes do amanhã?

U m pedaço de lasanha em cima da mesa, dois copos cheios de vinho tinto. Tenho um carro usado na garagem que não posso usar, tenho medo dele levitar. O cinza dos teus receios não pode ser parte de algo maior, nada faria sentido. Uma ligação perdida é uma ligação desconhecida? Esse aparelho atrapalha a minha vida.  Essa vida é uma ilusão distorcida? Levei um choque quando apertei o botão "power" e desliguei o meu coração. Percebi que escrever coisas aleatórias parece uma bela maneira de ganhar dinheiro sem fazer nenhum esforço. Cadê a minha convicção de obter prestigio com o meu "talento literário"? As palavras não significariam nada nesse delicado momento de reflexão. Algumas verdades não precisam ser entendidas de imediato. Sorrir para o ontem nem sempre vale o esforço de mexer todos os músculos do rosto! Aqueles fragmentos de lembranças distorcidas fazem parte da minha vida? Qual a probabilidade dessa pessoa observar a cor da minha aura nesse instante? Eu não ...

Percepções da madrugada

P ercebi nessa madrugada algo deveras intrigante, não sei qual o motivo de analisar em plena madrugada essa peculiaridade extasiante. Todavia, percebi, assim, apenas por cismar sobre meus vícios irritantes, percebi, enfim, o meu problema, é que eu bebo porque eu gosto de beber, ai é mais difícil de parar. Percebi que eu não gosto de curtir, eu só curto se estiver embriagada!  Adoro perceber que tudo esta leve, que nada me deixa confusa, adoro ver a minha mente ficar anestesiada. Adoro muito essa sensação de letargia. — Então, sou uma alcoólatra? Se isso é ser uma alcoólatra, então, me considero culpada, devo ser a maior culpada.  E se isso é realmente uma doença, só posso dizer que nasci doente, nasci com a mentalidade deturpada, se não, isso não seria uma doença, seria algo diferente. Observar essa deturpação da minha psico me faz entender certas passagens do meu viver, acredito ainda mais na inexistência da casualidade, portan...

Não são poemas

Não são dilemas? Parecem poemas! Todavia,  Não são poemas Nem versos soltos, São dilemas... Não são flores secas Ou galhos queimados Pelo calor. Observa o ritmo dessa Melodia louca, observa: Em elipses no céu! Não são poemas, veja Aquela nuvem cinzenta Sumindo... São dilemas lustrosos, Um foco de discórdia Interna.

Lembranças de morrer

N ão me lembro daqueles dias nebulosos. Pois as sensações eram bem confusas naquela época. Sim, sim, elas eram desconexas e desprovidas de contorno. Os meus pensamentos divergiam tanto. Às vezes parece que eles nunca sequer existiram. É, eu sei, isso pode ser/parecer deverás relevante.  Eu já sei, todavia, gostaria de ter feito tudo diferente. Não, isso não quer dizer que o meu pensamento pudesse mudar aquelas lembranças dolorosas. Algo dentro de mim me esclarece continuamente que nada poderia mudar os fatos dolorosos do meu passado. Nem um milagre mudaria tais lembranças. Lembranças de morrer antes de vir a nascer. Lembranças de outras vidas. Talvez, apenas os significados delas fossem modificados. Escrever um pouco a cerca das minhas funestas recordações, de um tempo obscurecido em minha mente me acalma os nervos. Deve haver alguma razão para rememorar tais coisas. Porém, eu desconheço totalmente essa razão. Enquanto isso, o meu relógio biológico...

Opostos distraídos

Observar essas tuas atitudes imprudentes não modifica os meus humores; perceber a tua ignorância há meu respeito sim, nesse instante eu lamento profundamente por cada palavra que desperdicei pensando em alguém assim, contraditório e desprovido de valores.  Sinto que esse encanto deveria ter acabado naquele dia funesto, agora os nossos discursos parecem rascunhos pra algum manifesto. Eu sei intimamente do meu sentimentalismo latente, saber não modera a minha angústia, enfim, hoje percebi que nós somos opostos distraídos . Ou nós fomos supostamente atraídos.  O enigma de certas cenas da vida ainda não explica essa minha necessidade avessa de sofrer ao sentir a tua presença; imaginar o porque das tuas ações me afligirem em demasia é o meu novo passatempo. Suspirar olhando as paredes do meu quarto virou coisa do passado.  Tudo isso graças a tua existência, pois agora eu posso embebedar-me com etílicos diversos e afundar-me na ess...