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Percepções da madrugada



Percebi nessa madrugada algo deveras intrigante, não sei qual o motivo de analisar em plena madrugada essa peculiaridade extasiante. Todavia, percebi, assim, apenas por cismar sobre meus vícios irritantes, percebi, enfim, o meu problema, é que eu bebo porque eu gosto de beber, ai é mais difícil de parar.

Percebi que eu não gosto de curtir, eu só curto se estiver embriagada! Adoro perceber que tudo esta leve, que nada me deixa confusa, adoro ver a minha mente ficar anestesiada.

Adoro muito essa sensação de letargia.

— Então, sou uma alcoólatra?

Se isso é ser uma alcoólatra, então, me considero culpada, devo ser a maior culpada. E se isso é realmente uma doença, só posso dizer que nasci doente, nasci com a mentalidade deturpada, se não, isso não seria uma doença, seria algo diferente.

Observar essa deturpação da minha psico me faz entender certas passagens do meu viver, acredito ainda mais na inexistência da casualidade, portanto, a verdade espreita em cada fragmento desses loucos pensamentos. A sobriedade não me causa nenhuma alegria, a insanidade me inebria, talvez, seja culpa de algo além, ou não.

O fato a ser evidenciado é tão somente este: não há nenhuma possibilidade de evitar a minha morbidez com fantasias criadas a partir da comicidade humana.


Comentários

  1. Às vezes preferimos nos desligar, nos perder na fantasia. O álcool talvez seja o meio mais rápido, mas há consequências...

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  2. Ter esses pensamentos na madrugada no lugar do sono é complicado, mas pelo menos ajuda a escrever algo tão bem feito. Muito bom mesmo.

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