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A Lembrança das lembranças


A lembrança no meu coração, não sei se é deturpada, embaçada, ignorada, apagada ou deprimente... Isso não diz nada sobre o desejo ardente que emana calmamente deste meu corpo como brasa saída do fogo. 

A minha pele sente a tua presença, você me transmite os mais diversos sentimentos, as mais loucas sensações e os mais belos pensamentos. 
Quisera ao menos tocar o teu coração, sorrir contigo e ouvir-te cantar aquela nossa bela canção. 

Meu amor não cabe neste fraco coração, meu amor quer ser livre para voar por outros mundos. Você saberia se prestasse um pouco de atenção. Lembrar dos teus lábios junto aos meus me tortura o coração; cada lágrima disposta em meu rosto é difícil de engolir, sentir o gosto salgado sempre me faz chorar mais intensamente. 


Não, não há opção que me leve a crer em outra solução. Se eu engasgo com meu remorso não é problema seu, se a vida me ensinou a ser amargurada também não te importa, sei bem como as coisas podem ser confusas.


Ver os amigos, do meu passado ao crucificarem, por falta de bom-senso e abundância de covardia esclarece muitas premissas desconexas e organiza minha conclusão até então mal formulada. A visão deturpada de alguns me deixa embriagada, perceber certas verdades quando já é tarde produz um estranho acumulo de hormônios em meu corpo.

Quisera clicar em um botão e como num passe de mágica mudar todas as lembranças dolorosas, a mente humana ainda é um mistério, bem sei, todavia, o ser humano procura todos os meios de aliviar as suas emoções, nem a doença enraizada consegue corroer totalmente as vísceras dos atuais indivíduos.


Às piores recordações podem ser armas fatais em mãos inimigas, alguém me disse o quanto me detestava através de olhares raivosos, até hoje não consegui compreender o fator determinante para essa pessoa guardar tanta magoa por mim sem uma causa comprovando a minha falta de respeito por ela. Não entendo como alguém faz para odiar por tanto tempo outro ser humano, meu espírito não tem esse tipo de sentimento.

Eu poderia sorrir bobamente toda vez que falasse com aquela criatura, ainda assim, prefiro ignorar a presença dela, não vejo necessidade de perder tempo de uma forma tão baixa, fingir apreço quando não sinto nada é praticamente impossível, no meu caso.

As pessoas me instigam, honestamente, verificar atitudes alheias em situações intimistas é a melhor maneira de analisar com exatidão a personalidade delas, minhas lembranças mostram com uma boa cota de comicidade como é fácil observar a realidade de cada individuo ao topar com essa pessoa numa situação desesperadora. Pode soar lamentável esta minha analise nesse momento, enfim, não se pode agradar a todos.

O desagrado de alguns faz a alegria de outros, a baixeza de uns faz a estima dos que contornam seus defeitos com belas máscaras de virtude e bons modos.


Eu não me encaixo em nenhuma dessas classificações incompletas, pois penso no todo e o todo não se revela apenas olhando as partes, perceber o intimo de um homem ou uma mulher não é um processo pelo qual só a utilização da ciência e suas teorias, nós dará êxito. 

Por isso, sabendo deste meu peculiar modo de ver o todo, costumo dizer a mim mesma para olhar além do horizonte; deixar cair o véu. 


Você consegue? Deixe cair o véu!

Comentários

  1. To lhe seguindo, gostei da sua outra alucinação... xD Obrigada pelos constantes comentários... ^^

    Ah, siga o Jovens Jornalistas, este blog é meu, do Anderson e de mais dois colegas nosso de jornalismo:

    jovensjornalistas2012.blogspot.com


    Abraço!

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  2. Nossa, que massa! Adorei Genni, bem escrito. E super sensorial.

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