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Postagens

A Minha Sexta Visão Alucinante do Além:

Naquela manhã chuvosa eu estava dopada, esperei a chuva passar, enquanto discutia com meu melhor amigo por um motivo banal. Ele havia me falado detalhes espantosos de conversas imaginarias e não acreditava na falha de seu pensamento... eu sabia da verdade, apenas achava complicado demais explicar detalhes inexistentes de um dialogo fadado ao fracasso por ambas as partes. Esperávamos a cerca de 3 horas por um moto-táxi  e olhávamos os carros que passavam em direções opostas, o coração tremulava em meu peito. Ver a distância mental entre ele e eu me deixava tensa. Antes não existia nenhuma distância, agora ele parecia se afastar a cada minuto que passava, todavia, seu corpo ainda estava ao meu lado no banco de madeira frio. Enfim, a moto passou, ele acenou, o motorista parou, combinamos o preço, subi na garupa daquela coisa amarela e olhei para meu querido amigo por um tempo antes de lhe pedir que fosse com cuidado para sua residência. Ele me falou al...

Novo Selo: Partidas e Chegadas...

Partidas e Chegadas... O que faz você feliz? Graças a  Betina , do blog  Seria eu essa (?)  eu ganhei esse belo selo novo e estou muito feliz, é maravilhoso saber que tem gente que gosta do que lê nesse blog... Bê, muito obrigada, és um amor de pessoa! As regras do selo são: - Copie e cole o selinho na sua postagem; - Conte-nos o que lhe faz feliz, entre partidas e chegadas, simples assim!; - Conte quem lhe presenteou, se possível adicionando o link para o blog; - Indique 5 blogs para receberem o carinho e avise-os, para que eles possam continuar a brincadeira Partidas e Chegadas... O que me faz FELIZ? - Chegar na hora certa no local que marquei de encontrar determinado amigo - Partir em direção ao cinema ou ao teatro - Chegar em casa e saber que mamãe está bem - Partir sem rumo certo e voltar sorrindo altas horas da madrugada - Chegar num lugar e ficar rodeada de amigos Os cinco blogs indicados: 1- Missão Poesia (Marvin Cross) 2- Carta...

A lembrança apagada

A manheceu e ela se sentia cansada, muito cansada. Não tinha vontade de levantar-se de sua cama, queria apenas lembrar com exatidão de tudo o que lhe tinha acontecido, enquanto sonhava.  Os seus sonhos haviam lhe mostrado cenas familiares, ao mesmo tempo estranhas demais para serem bem organizadas em seu cérebro semi-desperto, tudo isso a fazia querer voltar a sonhar, poder absorver mais informações a respeito do significado de cada uma das cenas que lhe apareciam naquelas horas esclarecedoras e distantes. Tudo o que ela sabia era considerado pouco, insondável e revoltante-mente confuso, porém isto era algo precioso. Todas as lembranças rememoradas em seus sonhos se interligavam, cada pedacinho de imagem que ela recordava ao acordar lhe mostrava um pouquinho sobre ela mesma e suas vidas , eram essas vidas tão diferentes da sua atual vida, ainda assim, ela ansiava por conhecer todos os detalhes decorrentes dessas e d’ outras vidas . O coração dela palpitava, podemos dize...

A lembrança ignorada

E stava chovendo, ouvir o barulho das gotas caindo no telhado lhe enchiam de nostalgia e melancolia. E essa capacidade desenvolvida por ela de rememorar através dos sonhos coisas de muito antes, de muito além da pessoa que ela pensava ser lhe fizeram perceber o quanto as suas lembranças podiam parecer intensas e complicadas de decifrar.  A dor em seu coração começava a aumentar a cada segundo passado no maravilhoso e surreal "mundo dos sonhos" , pois, embora ouvisse claramente as batidas da chuva em seu telhado, o certo é que ela ainda dormia e sonhava, ignorando tudo ao seu redor, exceto pela sensação de frio e o barulho causado pela chuva forte que maltratava o seu telhado. Um gato miando feio era ouvido ao longe, os cachorros latiam descontrolados nos quintais vizinhos, porém, a moça continuava tendo o seu novo e esclarecedor sonho, isso a deixava totalmente esgotada, esse sonho vinha lhe mostrando certas coisas intrigantes, detalhes calamitantes. Infelizmente, e...

A Minha Quinta Visão Alucinante do Além:

Na hora marcada ele não apareceu, eu pensei que se esperasse um pouco poderia brigar e tirar satisfações bem merecidas, foi o que fiz, esperei uma hora, duas horas, três horas e nada. Cansei de ficar olhando prós lados sentada naquela praça, estava tão escuro, frio e tudo parecia bem sinistro, meu corpo todo se arrepiava a cada vez que o vento soprava. Me sentia uma idiota por ter acreditado nele, meu coração começava a doer, passei o resto do tempo há pensar nas varias formas de ridicularizá-lo, meu único alento naquele momento, tinha vontade de estrangular seu belo pescocinho quando imaginava o que lhe teria acontecido para me abandonar em plena sexta-feira; nada prendia minha atenção, já eram 22 horas, que Diabos o cretino iria me dizer para me fazer perdoa-lo por essa situação absurda? Não importava, cada célula dele pagaria caro por me deixar plantada no lugar mais sombrio e arrepiante da nossa minúscula cidade. Enquanto, eu divagava enumerando meus d...

A Minha Quarta Visão Alucinante do Além

No dia indeterminado, no horário errado, numa noite fria e nebulosa - esse era o ponto marcante do cenário por mim observado da varanda naquela pequena casa - , parecia um sonho, eu desejava ardentemente que fosse apenas um sonho, entretanto, a realidade nunca foi tão concreta e palpável. Eu poderia tocar-lhe, gostaria de poder sentir a textura daquela criatura, isso se ela não fosse parte integrante de um estado de espírito, pelo menos eu pensava que ela não passava de um produto falho criado pela minha imaginação. Tolice minha, pois todos os meus sentidos estavam harmonizados, a face pálida e translúcida que me encarava sorridente não era uma alucinação, não, aquela figura distinta a minha frente verdadeiramente existia, e sorria, ela sorria zombeteira e inocente, enquanto eu tremia, tossia e arfava de medo. Ouvir num sussurro o meu nome pronunciado por aquele ser me paralisou a espinha, fiquei estática, como uma estátua viva, por assim dizer, sua voz fraca e s...

A lembrança embaçada

C omo ela conseguirá lembrar do nome dele e não recordar o fator determinante de saber o porque de não lembrar quase nada sobre Uriel, não era só o nome que ficava martelando na cabeça dela. O mistério abordava outros detalhes guardados pelo véu do esquecimento. Ela sabia intimamente que precisava lembrar o sonho por completo, pois algo lhe dizia que ele era parte de uma lembrança real e conflitante, não apenas de uma simples lembrança, mas da mais valiosa das memórias que ela não poderia ter esquecido. Ela nunca deveria ter esquecido! Isso estava gravado em seu coração com marcador permanente. Um fato distinto e perturbador, ela sorria ao pensar naquela pessoa tão familiar. O que aquele nome significava era um mistério? Novamente a sensação de perda tomou conta do palco, não, o mistério real não tinha nada haver com o nome dele, o importante estava sendo deixado de lado. Ela acreditava em algo superior. A verdade contida nas letras que compunham o nome U-R-I-E-L nada ...