Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de janeiro, 2026

Teria da consPIRAÇÃ0

Rolando pela cybernet, – o mundo cibernético é o Caos milimetricamente calculado, – embora eu não tenha um grandioso diploma de Cientista da Computação, o caso notório de que desde a fase infantil tive facilidade com PCs... vou pular o início e gerar esse plot Twist de que ainda criança encontrei o computador do meu irmão lacrado nas caixas, por pura curiosidade fui abrindo, sozinha, provavelmente 8 anos de idade, sem ler nenhum manual. Simplesmente liguei os cabos nos conectores certos, juntei cada parte do Hardware do micro computador e montei perfeitamente, na escola fundamental me chamavam de gênio, na minha visão era só pura curiosidade infantil. Computador completo e com um botão vermelho escrito Power, liguei e comecei a mexer em tudo, era o melhor brinquedo e a distração mais completa.  A criança curiosa encontrando o hiperfoco perfeito, agora pulando pra era digital: essa terceira guerra já começou com ar de guerra fria mal delimitada, parece fantasia trans-vestida de Salv...

Os sonhos sem sentido

 Novo dia, é janeiro, um mês que não faz muita diferença na realidade dos devaneios de todas as madrugadas. Um calendário inútil para quem vive de pequenas certezas diárias, um papel inventado para causar impacto no humano escravo da sociedade. Qual o sentido de sonhar com a liberdade e criar um método para aprisionar a sua liberdade? Os sonhos e o sentido não tem qualquer pretensão de serem a soma dos catetos daquela hipotenusa que eu nunca utilizei, qual uma informação sobre o funcionamento de uma pilha, apertamos botões e as luzes surgem numa pequena lanterna. Quero ler livros de vilões degenerados casando com uma princesa e recebendo uma justificativa de como as ilusões terminam num casamento infeliz que te transforma numa pessoa comum, a princesa é só uma mulher projetada e o príncipe encantado sempre teve o desejo obscuro de destruir a magia naquele castelo de pedras, a realidade é enfadonha, você precisa da fantasia para sonhar. Sonhar é a melhor atividade de um réptil human...

Crônica do Nome

 Lembro vagamente da primeira vez que minha mãe disse o que levou o meu pai a escolher meu nome, ele era completamente obcecado pela leitura, nem sequer se formou no ensino fundamental, saiu da escola ao terminar a quinta série e trabalhou muito no comércio de seu tio, que a está época o adotou, os pais biologicos morreram cedo deixando seus 4 filhos ainda crianças.  Seu Zé cuidava sozinho de uma venda relativamente grande, ainda criança, durante muitos anos foi comerciante, mas, na época do meu nascimento, ele já devia ter os seus 48 anos, no sítio, sem energia elétrica, a luz de um lampião, sua melhor companhia era um livro. Ia até altas horas da madrugada absorto num dos seus livros favoritos e retirou o nome de cada filho de um livro, talvez, por isso em algum lapso da linha do destino acabei também nessa obsessão tão visceral pela leitura. Acredito que de alguma forma o desejo dele de nomear seus filhos por causa de livros inesquecíveis tocou ali na linha vermelha dos des...

Uma dose de saudade

não era sobre o vinho barato  aqueles bares insalubres teu rosto encostado  no meu ombro  o toque suave dos teus dedos segurando a minha mão  a sensação familiar do nosso passado quero outra dose várias garrafas  a saudade no copo meu coração vazio uma nova dose as cadeiras vermelhas cerveja espumando na mesa teu coração estilhaçado uma saudade irritante bebida quente num copo o beijo amargo do adeus a última dose do teu afago querer comprar outras horas  um dia só daquela certeza deitar olhando o céu observar teus olhos voltar no tempo correr e segurar a tua mão  o único abraço que trazia paz a tua voz que eu não esqueço

Aonde está minha mente?

 Entre o barulho e as lacunas do silêncio, minha mente vagueia por dimensões. Outro dia visualizei um furacão na água e quis me jogar dentro daquele olho enorme que se revirava, o olho do furacão é belíssimo visto de perto, diferente do Abismo que não tem uma íris, sempre me pergunto se vivo a realidade ou uma eterna dissociação. — Aonde está a minha mente? Entre as árvores, num jardim paradisíaco inventado para afastar a dor, caminhando entre os girassóis gigantes e desejando entreter a saudade, voando pelo céu de uma pintura de Van Gogh. — Aonde está minha mente hoje? Entre algum verso de poesia e uma frase de Baltazar G. ou nessa carta do Bruno M. que me atiçou a vontade de ir velejar pelos mares da minha imaginação. Acabei de enviar uma carta por telepatia para um amigo do outro lado do Mundo. — Aonde está minha mente? E aonde está sua mente? Estou em todo lugar e nenhum lugar, observo as estações, a chuva e o calor dos dias de fora dessa via láctea. Eu vejo você me lendo agora...