Mas, esqueçamos disso tudo, hoje eu resolvi que precisava ver e sentir alguém familiar, não qualquer pessoa familiar, apenas aquela pessoa que sempre me beijava sem pensar.
Ela me olhava calmamente e sussurrava o meu nome devagar. Essa pessoa me fazia vibrar, não sabia bem como lidar com tanto carinho e alegria. Enviei-lhe um convite por um celular, na mensagem lhe pedi uma visita, depois fiquei meio aflita.
Olhando ao redor percebi minha solidão, então, imaginei que comprava um pouco da tua atenção, sorrindo eu te dava a minha mão. Sorrindo eu gostaria de poder te entregar o meu coração!
Todavia, não haveria certeza nessa entrega, parte de mim seria aprisionada e forçada a suportar algo insuportável, a necessidade de liberdade fala mais alto nessas horas de fria constatação.
O convite foi aceito, tu vieste ao meu encontro, deitaste em minha cama, beijaste minha testa e aos poucos esqueci da lógica vulgar no ato de amar. Pois, embora de modo diverso, sei que te amei enquanto abraçava-me ao teu corpo. E te amo agora, e talvez ainda te ame amanhã e depois. A sensação de familiaridade é como uma certeira flechada no peito, esse amor é singelo e brando, algo raro e confidencial.
Um convite natural, real, sem igual. Nosso convite familiar? Eu te beijo se você me beijar, eu te quero e ao mesmo tempo não te espero na hora do jantar. O que faz dessa loucura uma forma brilhante de viver? Se no fim o meu convite se destina somente a você.
Por que ainda busco em outros olhos a luz que só o teu olhar possui? Eu me derreto aqui no meu quarto escuro quando penso no sabor da tua pele, ou no calor dos teus lábios, não parece errado desejar-te por completo ao pensar na beleza desse teu olhar.

ESte convite sempre terá a intenção de ter esse alguém que lhe faz bem, ainda que outros respondam a ele.
ResponderExcluirLinda postagem!
xD