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De que me adianta?


De que me adianta te amar LOUCAMENTE? Se lá no fundo da minha mente encontro uma escuridão latente, uma enorme escuridão crescente, um manancial de trevas e emoções inferiores.

De que me adianta querer-te tanto? Se no final tudo sempre perde o encanto, e a gente vai seguindo aos prantos nessa lida sofrida e recheada de amarguras e de uma infinidade de tristezas.

De que me adianta viver sorrindo?

Se o futuro nem sempre é tão lindo, muitas vezes ele não é nem bem vindo; cada dor antiga pode voltar com maior dureza quando a carne é fraca e temos a lentidão de uma vaca. Ou a constante sensação de perder algo importante no meio das pedras lodosas que ficaram pelo caminho.

De que me adianta dormir contigo?

Se no momento que eu mais te necessito tu me abandonas em plena madrugada e sai na rua entre ouvindo sonoras gargalhadas, enquanto, eu fico observando a minha falta de sorte. Que falta de SORTE! E ainda me dizem que a felicidade vence a morte.

Ah, só pode ser falta de sorte.

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