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3ª Visão Do Além:



 Não pude sequer acreditar no que meus cépticos olhos avistavam naquela madrugada, parte de mim até hoje não consegue conceber tal coisa como sendo REAL!

 Entretanto, aquela estranha e translúcida criatura expondo-se na frente de minha cabeceira, parecia zombar do meu bom-senso, arruinando cada pensamento anti-o-sobrenatural que emanava dos meus poros. 

Compartilhar estes pensamentos com a figura à minha frente não fez ela sumir ou se sentir insultada por meu desconhecimento de causa. 

Ao contrário, sua expressão tornou-se sorridente, sabiamente calma e sedutora.

O meu estranho visitante noturno, visto possuir características masculinas, observava minhas reações a sua presença com uma perceptível luminosidade no olhar, enquanto analisava esses detalhes me punha a cismar nas elucidações lidas num passado de curiosa apreciação sobre o assunto dito "extracorpóreo", espiritualista, espirita e adjacentes.

No momento ao qual me propus a conversar com o meu desconhecido, não-convidado e transparente amigo, pisquei levemente meus olhos e ao abrir os mesmos, enquanto formava as frases em minha mente, olhei espantada, já não havia mais ninguém visível em meu quarto, além de mim. 


 - Cogitar emanações supra terrenas conectadas ao aurículo pseudo-falange é querer aludir em evidenciar o contextual inexistente de um aparente pretexto inconsequente?


Faz se imperativo que lhes avise, pensem o que acharem melhor à respeito desta minha terceira visão, pois ela não ocorreu após o meu segundo dia visionário, por isso, resolvi postar somente neste quarto dia e deixei vago o espaço de ontem.

Percebam! Isso não foi um simples e puro desleixo, ou pouco caso de minha parte.

Todavia, a crueza de detalhes me faz querer esquecer, gostaria de nunca ter visto aquele ser no meu quarto, gostaria de nunca ter sonhado com ele, parece que estou num turbilhão e esse espírito assassino me prendeu num labirinto dentro de um sonho lúcido.

Não consigo gritar, só posso correr no escuro e desejar sair dessa casa assombrada e amaldiçoada. Não quero voltar a vê-lo nunca mais.


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