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Mostrando postagens de 2011

Sementes do amanhã?

U m pedaço de lasanha em cima da mesa, dois copos cheios de vinho tinto. Tenho um carro usado na garagem que não posso usar, tenho medo dele levitar. O cinza dos teus receios não pode ser parte de algo maior, nada faria sentido. Uma ligação perdida é uma ligação desconhecida? Esse aparelho atrapalha a minha vida.  Essa vida é uma ilusão distorcida? Levei um choque quando apertei o botão "power" e desliguei o meu coração. Percebi que escrever coisas aleatórias parece uma bela maneira de ganhar dinheiro sem fazer nenhum esforço. Cadê a minha convicção de obter prestigio com o meu "talento literário"? As palavras não significariam nada nesse delicado momento de reflexão. Algumas verdades não precisam ser entendidas de imediato. Sorrir para o ontem nem sempre vale o esforço de mexer todos os músculos do rosto! Aqueles fragmentos de lembranças distorcidas fazem parte da minha vida? Qual a probabilidade dessa pessoa observar a cor da minha aura nesse instante? Eu não ...

Percepções da madrugada

P ercebi nessa madrugada algo deveras intrigante, não sei qual o motivo de analisar em plena madrugada essa peculiaridade extasiante. Todavia, percebi, assim, apenas por cismar sobre meus vícios irritantes, percebi, enfim, o meu problema, é que eu bebo porque eu gosto de beber, ai é mais difícil de parar. Percebi que eu não gosto de curtir, eu só curto se estiver embriagada!  Adoro perceber que tudo esta leve, que nada me deixa confusa, adoro ver a minha mente ficar anestesiada. Adoro muito essa sensação de letargia. — Então, sou uma alcoólatra? Se isso é ser uma alcoólatra, então, me considero culpada, devo ser a maior culpada.  E se isso é realmente uma doença, só posso dizer que nasci doente, nasci com a mentalidade deturpada, se não, isso não seria uma doença, seria algo diferente. Observar essa deturpação da minha psico me faz entender certas passagens do meu viver, acredito ainda mais na inexistência da casualidade, portan...

Não são poemas

Não são dilemas? Parecem poemas! Todavia,  Não são poemas Nem versos soltos, São dilemas... Não são flores secas Ou galhos queimados Pelo calor. Observa o ritmo dessa Melodia louca, observa: Em elipses no céu! Não são poemas, veja Aquela nuvem cinzenta Sumindo... São dilemas lustrosos, Um foco de discórdia Interna.

Lembranças de morrer

N ão me lembro daqueles dias nebulosos. Pois as sensações eram bem confusas naquela época. Sim, sim, elas eram desconexas e desprovidas de contorno. Os meus pensamentos divergiam tanto. Às vezes parece que eles nunca sequer existiram. É, eu sei, isso pode ser/parecer deverás relevante.  Eu já sei, todavia, gostaria de ter feito tudo diferente. Não, isso não quer dizer que o meu pensamento pudesse mudar aquelas lembranças dolorosas. Algo dentro de mim me esclarece continuamente que nada poderia mudar os fatos dolorosos do meu passado. Nem um milagre mudaria tais lembranças. Lembranças de morrer antes de vir a nascer. Lembranças de outras vidas. Talvez, apenas os significados delas fossem modificados. Escrever um pouco a cerca das minhas funestas recordações, de um tempo obscurecido em minha mente me acalma os nervos. Deve haver alguma razão para rememorar tais coisas. Porém, eu desconheço totalmente essa razão. Enquanto isso, o meu relógio biológico...

Lacrimejo

Lacrimejo Não há desejo? Te vejo partir Antes de um beijo Novamente Lacrimejo

Opostos distraídos

Observar essas tuas atitudes imprudentes não modifica os meus humores; perceber a tua ignorância há meu respeito sim, nesse instante eu lamento profundamente por cada palavra que desperdicei pensando em alguém assim, contraditório e desprovido de valores.  Sinto que esse encanto deveria ter acabado naquele dia funesto, agora os nossos discursos parecem rascunhos pra algum manifesto. Eu sei intimamente do meu sentimentalismo latente, saber não modera a minha angústia, enfim, hoje percebi que nós somos opostos distraídos . Ou nós fomos supostamente atraídos.  O enigma de certas cenas da vida ainda não explica essa minha necessidade avessa de sofrer ao sentir a tua presença; imaginar o porque das tuas ações me afligirem em demasia é o meu novo passatempo. Suspirar olhando as paredes do meu quarto virou coisa do passado.  Tudo isso graças a tua existência, pois agora eu posso embebedar-me com etílicos diversos e afundar-me na ess...

Outras e Outros

                                                                    (Takashi Murakami) Outras palavras... Outros olhares...  Outras escolhas... Outros lugares...  Outras tristezas. Outros sonhos... Outras loucuras... Outros medos... Outras caricaturas... Outros desfechos. Outras canções... Outros recheios... Outras visões... Outros deslizes... Outras pessoas. Outros tormentos... Outras menções... Outros pensamentos... Outras idéias... Outros encontros. Outras ilusões... Outros receios... Outras figuras... Outros autores... Outras flores.

De que me adianta?

De que me adianta te amar LOUCAMENTE? Se lá no fundo da minha mente encontro uma escuridão latente, uma enorme escuridão crescente, um manancial de trevas e emoções inferiores. De que me adianta querer-te tanto? Se no final tudo sempre perde o encanto, e a gente vai seguindo aos prantos nessa lida sofrida e recheada de amarguras e de uma infinidade de tristezas. De que me adianta viver sorrindo? Se o futuro nem sempre é tão lindo, muitas vezes ele não é nem bem vindo; cada dor antiga pode voltar com maior dureza quando a carne é fraca e temos a lentidão de uma vaca. Ou a constante sensação de perder algo importante no meio das pedras lodosas que ficaram pelo caminho. De que me adianta dormir contigo? Se no momento que eu mais te necessito tu me abandonas em plena madrugada e sai na rua entre ouvindo sonoras gargalhadas, enquanto, eu fico observando a minha falta de sorte. Que falta de SORTE! E ainda me dizem que a felicidade vence a morte. Ah, só pode ser falta de s...

Sem remédio

Aqueles que me têm muito amor Não sabem o que sinto e o que sou... Não sabem que passou, um dia, a Dor À minha porta e, nesse dia, entrou. E é desde então que eu sinto este pavor, Este frio que anda em mim, e que gelou O que de bom me deu Nosso Senhor! Se eu nem sei por onde ando e onde vou!! Sinto os passos de Dor, essa cadência Que é já tortura infinda, que é demência! Que é já vontade doida de gritar! E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, A mesma angústia funda, sem remédio, Andando atrás de mim, sem me largar! Florbela Espanca

Ninguém

Ninguém viu o menino descalço chorando e comendo o asfalto,  a mãe dele morreu antes de trazer-lhe o jantar.  Para a fome dele saciar, ela saiu na rua em busca de ar.  Oh, a noite escura tragou num salto o corpo nu do pivete de barriga inchada,  alguém gritou no outro lado da rua,  uma velhinha fez sinal pro ônibus amarelo parar. Ninguém retirou o corpo morto do meio-fio,  nenhuma reza por ali se ouviu,  só choro e alguns gemidos de agonia reçoavam naquele belo dia. Uma bala no peito da mulher se via,  o olhar dela era calmo e reluzente,  nenhuma evidencia da alma dela. Há poucas horas caminhava sem rumo,  agora nada sabia,  e ficou sem ver a claridade do dia.

A Lembrança das lembranças

A lembrança no meu coração, não sei se é deturpada, embaçada, ignorada, apagada ou deprimente... Isso não diz nada sobre o desejo ardente que emana calmamente deste meu corpo como brasa saída do fogo.  A minha pele sente a tua presença, você me transmite os mais diversos sentimentos, as mais loucas sensações e os mais belos pensamentos.  Quisera ao menos tocar o teu coração, sorrir contigo e ouvir-te cantar aquela nossa bela canção.  Meu amor não cabe neste fraco coração, meu amor quer ser livre para voar por outros mundos.  Você saberia se prestasse um pouco de atenção.  Lembrar dos teus lábios junto aos meus me tortura o coração; cada lágrima disposta em meu rosto é difícil de engolir, sentir o gosto salgado sempre me faz chorar mais intensamente.  Não, não há opção que me leve a crer em outra solução.  Se eu engasgo com meu remorso não é problema seu, se a vida me ensinou a ser amargurada também não te importa, sei bem como as coisas po...