Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Crônica Sibilante

  Os ossos. Quase completei com aquele ditado "os ossos do ofício", dissociei.  Repensei e optei por algo óbvio. — Um título menor prende a atenção. – disse algum eco sussurrante num dos cantos do quarto.  Não me assusta, nada mais me assusta.   Depois de tantos anos ouvindo os fantasmas, vira banalidade, nada mais tem qualquer sabor do terror desses filmes Hollywoodianos.  As vozes só ficam tão entediadas quanto o observador.  Confesso que não gosto do método de perturbar justo nas madrugadas, às vezes 3h ou 4h da manhã, não existe a necessidade de causar o pavor, provavelmente fazem isso pela comédia que só os mortos entendem. Eles entendem. É aquilo "os mortos sabem", claro que eles fazem piadas, todos fazem. Engana-se quem acredita que do outro lado só existe seriedade ou rigidez. Ver vultos é a parte mais tranquila da experiência. Ah! quisera só passar a vida toda contando vultos. As manifestações ectoplasmicas geralmente são sinistras, os trotes, a se...

conceito da estupidez

  Nesse viés de transições pela idade adulta existe um termo que convém aos estúpidos: a juventude  é a época da rebeldia.  Um ponto obtuso e pautado na impulsividade letal dos jovens, todavia, existe uma peça fora do quebra-cabeças que trás lucidez para a reflexão, a sociedade criou e ditou essas pequenas regras, implantando conceitos de tal forma que atualmente a grande maioria dos nossos pensamentos geram esses ecos, penso que o correto é direcionar o entendimento, trazer ao campo da juventude a sua responsabilidade em mudar falas e sentenças como essa, a melhor hora é essa que vivemos no tempo presente. O conceito da estupidez é empregado para paralisar e atrofiar a escada rumo ao Mundo Consciente, palavras que são ditas com frequência geram ecos e correntes. Destruir essas falácias deve ser parte de uma cartilha para a geração que vai nascer.

O conforto da insensatez

  Não é uma crônica sobre a vida correta. Beirando o abismo entre madrugadas insones, ter um pingo de lucidez é raro. Não é uma simples historinha fabulosa, talvez nem leve sentindo para os ignorantes. Apenas reacende aquela fagulha que parecia nunca mais gerar fogo, existe um típico conforto em viver por impulso, falar sem entender o que saí da boca, olhar para o imenso vazio da juventude. Aquele papo de segurança na ignorância, escolher numa loja um cérebro novo, trocar de personagem e assumir que a vida é um jogo. A falsidade de um conceito insensato, não é a melhor escolha, não leva ao entendimento de qualquer certeza. Só gera mofo no sistema nervoso, a queda de um penhasco que esconde milhares de zumbis. Andar no Reino dos insensatos parece confortável e prazeroso nas primeiras horas, após os meses e anos a sensação de tragédia causa angústia e desespero. Não existe conforto nessa areia movediça que se mescla com a floresta dos desejos torpes, esqueça da filosofia metafísica e...