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Mostrando postagens de novembro, 2025

Os sopros do Além

 Existe um tipo fluido de vitalidade para além da vida e esquecemos de nossas cara-passas nessa estranha quimera dos novos dias.  As nuances dos ciclos entre primavera e inverno, horas de folhas caindo no chão, alguns sons do além são como o soprar do vento. As pequenas cigarras surgem com seu zumbir característico nesse vácuo da linha. Aquelas estranhas qualidades que não notamos no primeiro momento, veja a sutileza desses sons. — Os véus precisam cair. Um corvo me disse num sonho, e ele tinha 4 olhos e um terceiro olho maior no meio, parecia um tipo mutante de pássaro divinatório e isso me assustou por vários dias. Os sinais e os sonhos, não sei como ou para que possuem essas aleatórias conexões. As camadas e os véus da realidade, as loucuras e as certezas.

Uma crônica da depressão

Eu usava o cabelo curtíssimo, era o tipo caminhoneira e não usava decotes, por muitos anos pensei entre a revolta e aquela tristeza, da onde os caras surgia das trevas era uma incógnita, todavia, após os 30+ ainda apareceu alguns, mas no geral o meu trauma persistiu e no máximo peguei uns caras na mesma faixa de idade, ou, no máximo 2 a 3 anos mais velhos. A fase mais cômica: eu fiz meus antigos namorados usarem batom e vestido só porque isso era mais agradável. Nenhum deles tinha prazer em se vestir de maneira feminina, e claro que justamente por isso era mais engraçado. Para além da comicidade, eu sentia maior satisfação em ver um homem com maquiagem. Homens héteros de batom são atraentes. Ou seja, eu os traumatizei também. Coitados. Justiça divina ou sei lá, foi divertido demais. Sinceramente, não me arrependo de pressionar ex-afetos a serem um pouquinho femininos na intimidade. Só que ao final desses relacionamentos, consegui traumas e chifres, esses pequenos desejos equilibraram a...