Sempre te dediquei poemas azuis e meu amor cinzento que se desbotava, enquanto, febril e louca me iludia numa obsessão silenciosa, o nosso amor morreu. Viramos grandes amigas e tua companhia era o meu mar de felicidade por anos de juventude e experiências amalucadas, a melhor companhia numa viagem pela estrada e a melhor amizade que o céu e a terra já me proporcionou. Confesso que chorei por vários meses, também me senti muito culpada e tola. Sinceramente eu sofri em silêncio e sentindo que merecia mesmo o frio e a distância, sentindo essa saudade azul e cinza. No silêncio guardei as minhas dores e paranóias, no silêncio escondi toda a tristeza da falta e dos fragmentos de lembranças, no silêncio eu continuo desejando não perder a amiga querida que eu tanto amei com todos os tons de azul. A minha alma sente essa saudade azul e cinza todos os dias e todas as noites, essa sensação de perder uma parte importante do Coração e viver num corpo meio desconfortável e desconectado do mundo...
A vertigem da escrita.