Naquela manhã chuvosa eu estava dopada, esperei a chuva passar, enquanto discutia com meu melhor amigo por um motivo banal. Ele havia me falado detalhes espantosos de conversas imaginarias e não acreditava na falha de seu pensamento... eu sabia da verdade, apenas achava complicado demais explicar detalhes inexistentes de um dialogo fadado ao fracasso por ambas as partes. Esperávamos a cerca de 3 horas por um moto-táxi e olhávamos os carros que passavam em direções opostas, o coração tremulava em meu peito. Ver a distância mental entre ele e eu me deixava tensa. Antes não existia nenhuma distância, agora ele parecia se afastar a cada minuto que passava, todavia, seu corpo ainda estava ao meu lado no banco de madeira frio. Enfim, a moto passou, ele acenou, o motorista parou, combinamos o preço, subi na garupa daquela coisa amarela e olhei para meu querido amigo por um tempo antes de lhe pedir que fosse com cuidado para sua residência. Ele me falou al...
A vertigem da escrita.