Quando se pensa em escrever na folha branca com linhas retas e pretas os rascunhos de um poema, a inspiração simplesmente some, e olhar para as linhas da folha de papel é como olhar para o vazio de um imenso buraco negro, as linhas finas e certeiras parecem metáforas retas de algo que não pode ser descrito em palavras. A caneta escorrega dos dedos e cai silenciosa na mesa de madeira velha, o silêncio ensurdece os espaços fragmentados da mente dormente, enquanto o papel sussurra as suas risadas para o nada. O papel sussurra as suas risadas para o grandioso nada, nesse meio tempo fosco a caneta quebrada no centro da mesa choraminga lamentos por não ser amada, a tinta azul-marinho da infeliz caneta vai escorrendo e manchando a toalha florida que cobre a velha e desgastada mesa de madeira. A mancha azul-marinho no centro da toalha de mesa florida e suja vai se espalhando na forma de uma frágil folha torta, uma folha que parece não ter linhas nem contorno. Ao contornar a mesa n...
A vertigem da escrita.