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Mostrando postagens de outubro, 2012

A lembrança expressa

Sandra p.Köche P ense antes de falar, pense antes de xingar, pense antes de gritar, pense antes de avançar o sinal vermelho. Existem pessoas que tem tanta pressa em tudo que acabam morrendo antes do relógio delas avisar que chegou a hora. Eu não tenho pressa, quero entender a fundo a lógica da vida antes de deixar esse corpo transitório, quero entender completamente a beleza de existir antes de sumir. Acredito que não se pode entender sobre a própria certeza de estar vivo sem antes expressar claramente o ato de analisar a margem da lembrança expressa em nossa alma. Existem milhões de vidas neste meu mundo particular e em cada organismo de nossos corpos; e existem bilhões de vidas em cada canto deste Universo. Lembrar é viver, lembrar é crescer.  As lembranças que levamos de todas as nossas vidas passadas, vidas regressas, vidas embaçadas e vidas puramente vividas são como diamantes gigantes encrustados em nosso espirito, a beleza de entender as sutilezas da alma não...

A lembrança mesclada

P assei um tempo olhando a superfície azulada daquela água salgada, observei atentamente a areia em meus pés, respirei o sabor do mar, senti o calor do sol. Eu encontrei conchas de todos os tipos, colhi-as uma por uma, sorrindo por encontrar-me bem longe da cidade onde nasci, no mês em que completei vinte e quatro anos de existência neste meu veiculo carnal. E as minhas mãos tocaram em belas formas rochosas cobertas por crustáceos e conchinhas de todas as cores e tamanhos. As ondas do mar arrebataram meu coração, o sabor salgado da brisa ressecou meus lábios, meu corpo todo ficou em estado de graça, antes do sol partir entre nuvens a beleza das cores no céu era um misto de melancolia e desespero breve. Vi rostos e corpos de desconhecidos desnudos, apreciei a beleza da pele humana, apreciei o olhar no rosto de cada estranho que vi passar, enquanto andava pela infinidade amarela da areia quente. A areia é como o mar na cor errada, a areia a prin...

A lembrança delineada

O  frio não era mais tão congelado - ao fim da noite, principiando a madrugada avulsa dos meus olhos. Avistar o céu parecia o melhor dos planos. Avistar o céu e não ver nada. Avistar o céu em plena madrugada; o frio que não poderia macular a minha agonia, esse frio que envolvia minha alma, amortecendo a dor em meu coração. A dor se transformando em pura ilusão.  E o céu bem que poderia transformar-se em pedra sabão, o escuro transmitindo a breve sensação de solidão. A lua apartando-me das belezas do sol, enfeitiçando meu desespero ao crepúsculo de cada dia. Essa brevidade do ser repercutindo na totalidade desses meus medos morbidamente letais. Penso na loucura de partir sem rumo, penso na efemeridade de meus pensamentos. Oprimida fiquei olhando as nuvens antes do céu clarear. Antes, muito antes desses episódios deprimentes, em outras vidas, vidas diferentes, eu tive um fim menos decadente, eu tive sonhos menos atraentes, eu tiv...