Não pude sequer acreditar no que meus cépticos olhos avistavam naquela madrugada, parte de mim até hoje não consegue conceber tal coisa como sendo REAL! Entretanto, aquela estranha e translúcida criatura expondo-se na frente de minha cabeceira, parecia zombar do meu bom-senso, arruinando cada pensamento anti-o-sobrenatural que emanava dos meus poros. Compartilhar estes pensamentos com a figura à minha frente não fez ela sumir ou se sentir insultada por meu desconhecimento de causa. Ao contrário, sua expressão tornou-se sorridente, sabiamente calma e sedutora. O meu estranho visitante noturno, visto possuir características masculinas, observava minhas reações a sua presença com uma perceptível luminosidade no olhar, enquanto analisava esses detalhes me punha a cismar nas elucidações lidas num passado de curiosa apreciação sobre o assunto dito "extracorpóreo", espiritualista, espirita e adjacentes. No momento ao qual me propus a conversar com o...
A vertigem da escrita.