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Mostrando postagens de setembro, 2012

Um litro de negações

não escrevo como antes não sei voltar no tempo não posso voltar no tempo não consigo rememorar os versos não há versos passados não há versos futuros no final? não quero esquecer o sabor da tua lágrima não quero chorar contigo não posso chorar por ti não reclamo mais do tempo não escrevo sobre a morte ou algo além não há vergonha em teu olhar não quero dizer não novamente não posso falhar se chover amanhã não devo chorar pela tua ausência não há presente que cure a dor da perda não vou chorar pela falta de amor-próprio não escreva essa carta de amor

Sertão sem fim

casa vazia zia coração leve leve aperto de mão mão sobre mão irmão com irmão é noite no sertão vou indo nessa carroça vou olhar a minha roça vou cantando nessa joça vou olhar a minha roça não chove não não chora não não molha o chão não chove no sertão vou indo irmão pega minha mão é noite no sertão aperta a minha mão vamos cantando uma canção meu irmão vamos seguindo pelo sertão vamos sorrindo pra casa vazia zia vamos sorrindo na cerra vazia zia vamos chorando porque acabou o dia vamos seguindo pelo sertão imenso vamos sorrindo, coração leve leve vamos vivendo que a vida é breve breve