Michael Kenna A vida não passa, a vida não urge, a vida não corre, a vida suspira. Na vitrine os vidros escurecem com a sujeira de meses, adeus ferrugem. Coqueiros no quintal, um mural sem pinturas, minha casa vazia. Esse entardecer que parece mesclar tristezas, uma chama se apagando. Na garganta o verso prende as cordas vocais, o verso inflama. Outros lugares, outras confirmações, nenhuma voz. Letras desenhadas no céu. ...
A vertigem da escrita.