Um doce sabor de loucura na cor de banana madura, Um pouco além da linha do oceano Sem final – que nunca Terá fim. Uma doce agonia breve num só coração Não poderia fazer verão, Que vã ilusão Não? Um pouco além do olhar, na curvatura do meu ser, Encontra-se: a razão de todo o mal E universalmente surreal É a banalidade. Uma mistura agridoce de prazer e dor aguçando A saliva do farto cidadão apolítico No decorrer dos dias E noites frias. Um pouco desse maldito temperamento herdei Indubitavelmente de minha progenitora Na hora mágica do parto Além do ato.
A vertigem da escrita.